O computador está lento como minha revolução pessoal. Sim, seria muito egoísmo de minha parte dizer que tudo o que aconteceu não foi uma revolução.
Intentona, atentado, mal riscado sigo este caminho. Um dia minha Real Lovely Tree viajou, e eu viajei na maionese. Encontrei um Viajante Solitário. Mas ele também seguiu seu caminho.
Caminho, descaminhos, sigo sonhando e cantando e realizando um parecer ser. Não dando pareceres.
Meu sonho agora é ser atriz. Se vou realizá-lo, é outra questão de falta de precipício. Precipitei-me, sim, mas encontrei minha paz. Sei o que sou,
o que quero e pra onde eu vou. E se eu errar o caminho, basta dar seta e seguir minha meta. Se for metarfosear-se (que palavra estranha), que seja para
o alto e avante, na Terra, como diria o filósofo Buzz Lightyear complementado por
Frilaba Borboleta (divorciada de Gregor Samsa)
All you need is love.
"A lua que eu mais gosto é a lua nova... e a crescente, porque lembra o sorriso do Cheshire Cat."
bacante boêmia vênus invisível veleia volátil e vil - em vão?
Black star dancing in the end of life.
Take these broken lights and learn to shine.
All your life, you were only waiting to this moment to be loved.
21 de janeiro de 2012
11 de janeiro de 2012
Conclusão de Frilaba Borboleta Samsa
O mundo é confuso e triste
Mas há pessoas que sabem que ele é assim
E tentam transformá-lo
Eu, Frilaba B. Samsa (esposa de Gregor Samsa) me proponho a ser uma dessas pesssoas
hoje e sempre, na saúde e na doença, para todo o sempre
Será?
Mas há pessoas que sabem que ele é assim
E tentam transformá-lo
Eu, Frilaba B. Samsa (esposa de Gregor Samsa) me proponho a ser uma dessas pesssoas
hoje e sempre, na saúde e na doença, para todo o sempre
Será?
7 de janeiro de 2012
Eu estou perdida,
Junto com a minha poesia,
E nem meus pés me aguentam mais.
Queria acordar de novo
Sentir que sou mais que uma frágil borboleta
Em meio aos tigres e leões
Kafka me entenderia? Seria eu? Seria Kafka?
... não me chamem.
se não for para ser.
Borboleta
a Boba Letra
`P
de
poeta
E nem meus pés me aguentam mais.
Queria acordar de novo
Sentir que sou mais que uma frágil borboleta
Em meio aos tigres e leões
Kafka me entenderia? Seria eu? Seria Kafka?
... não me chamem.
se não for para ser.
Borboleta
a Boba Letra
`P
de
poeta
5 de janeiro de 2012
Cantiga Canção
Não posso estar adormecida, tenho muito o que viver e sentir ainda. Tampouco posso acordar, a sala está cheia e não consigo deixar de sentir pelos meus amigos de estibordo. (Estibordo é uma palavra? Seria eu? Seria a palavra?)
Prefereria (sim) estar nas nuvens, onde o céu é mais azul e as nuvens mais musicais.
Prefereria (sim) estar nas nuvens, onde o céu é mais azul e as nuvens mais musicais.
25 de março de 2010 e sobre Clarice.
Comecei a ler A Hora da Estrela, o último livro da Clarice Lispector, e o mais famoso, por sinal. Tive o prazer de ler, alguns meses atrás, Perto do Coração Selvagem, seu primeiro livro e romance publicado, e depois alguns contos de A Imitação da Rosa, uma coletânea de meu pai, e estou com uma coletânea recente, "Clarice de Cabeceira", com um conto preferido de cada autor ou personalidade convidada (como Maria Bethania, Rubem Alves, Luís Fernando Verissimo, etc...).
Bem, mas o que eu penso da Clarice Lispector nao importa; importa o que ela viria a pensar de mim, se eu tivesse vivido em sua epoca e a conhecido. Mas seria isso possivel? Seria Clarice?
. do livro A Hora da Estrela:
"Pois que dedico esta coisa aí ao antigo Schumann e sua doce Clara que hoje sao ossos, ai de nós. Dedico-me à cor rubra muito escarlate como o meu sangue de homem em plena idade e portanto dedico-me a meu sangue. Dedico-me sobretudo a meu sangue. Dedico-me sobretudo aos gnomos, anões, sílfides e ninfas que me habitam a vida. Dedico-me à tempestade de Beethoven. À vibração das cores neutras de Bach. A Chopin que me amolece os ossos. A Stravinsky que me espantou e com quem voei em fogo. À "Morte e Transfiguração", em que Richard Strauss me revela um destino? Sobretudo dedico-me às vésperas de hoje e a hoje, ao transparente véu de Debussy, a Marlos Nobre, a Prokofiev, a Carl Orff, a Schoenberg, aos dodecafônicos, aos gritos rascantes dos eletrônicos - a todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: eu. Esse eu é que vós pois não aguento ser apenas mim, preciso dos outros para me manter de pé, tão tonto que sou, eu enviesado, enfim, que é que se há de fazer senão meditar para cair naquele vazxio pleno que só se atinge com a meditação. Meditar não precisa de resultados: a meditação pode ter como fim apenas ela mesma. Eu medito sem palavras e sobre o nada. O que me atrapalha a vida é escrever.(...)
Esta história acontece em estado de emergência e de calamidade pública. Trata-se do livro inacabado porque lhe falta a resposta. Resposta esta que espero que alguém no mundo me dê. Vós? É uma história em tecnicolar para ter algum luxo, por Deus, que eu também preciso. Amém para nós todos. (...)
Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve.
Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.
Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho. (...)"
Eu amo Clarice Lispector.
Bem, mas o que eu penso da Clarice Lispector nao importa; importa o que ela viria a pensar de mim, se eu tivesse vivido em sua epoca e a conhecido. Mas seria isso possivel? Seria Clarice?
. do livro A Hora da Estrela:
"Pois que dedico esta coisa aí ao antigo Schumann e sua doce Clara que hoje sao ossos, ai de nós. Dedico-me à cor rubra muito escarlate como o meu sangue de homem em plena idade e portanto dedico-me a meu sangue. Dedico-me sobretudo a meu sangue. Dedico-me sobretudo aos gnomos, anões, sílfides e ninfas que me habitam a vida. Dedico-me à tempestade de Beethoven. À vibração das cores neutras de Bach. A Chopin que me amolece os ossos. A Stravinsky que me espantou e com quem voei em fogo. À "Morte e Transfiguração", em que Richard Strauss me revela um destino? Sobretudo dedico-me às vésperas de hoje e a hoje, ao transparente véu de Debussy, a Marlos Nobre, a Prokofiev, a Carl Orff, a Schoenberg, aos dodecafônicos, aos gritos rascantes dos eletrônicos - a todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: eu. Esse eu é que vós pois não aguento ser apenas mim, preciso dos outros para me manter de pé, tão tonto que sou, eu enviesado, enfim, que é que se há de fazer senão meditar para cair naquele vazxio pleno que só se atinge com a meditação. Meditar não precisa de resultados: a meditação pode ter como fim apenas ela mesma. Eu medito sem palavras e sobre o nada. O que me atrapalha a vida é escrever.(...)
Esta história acontece em estado de emergência e de calamidade pública. Trata-se do livro inacabado porque lhe falta a resposta. Resposta esta que espero que alguém no mundo me dê. Vós? É uma história em tecnicolar para ter algum luxo, por Deus, que eu também preciso. Amém para nós todos. (...)
Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve.
Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.
Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho. (...)"
Eu amo Clarice Lispector.
4 de janeiro de 2012
Freedom is lost
There is no way for me to go
Other wise I´ll gonna drive myself mad
again
I cannot dream
I cannot even sleep
I cannot go nowhere
There is nowhere for me in this crazy world
Não há lugar para mim, nesse mundo louco
Nesse mundo cão
Tudo cruel e sistema
E continua o falso dilema
Não sei o que fazer das minhas sensações
Pois ainda as sinto...
(...) som de Radiohead ao fundo.
SIM é o que sou, o que sempre fui e o que sempre serei.
uma louca desvairada que não sabe nem onde por os pés
sem pisá-los em flores
imaginárias...
je vais te cuillir des fleurs imaginaires...
Gosto de rosas, pois me lembram a d'O Pequeno Príncipe.
Gosto de dançar. Amo cantar e tocar piano. Eu não tenho mais 15 anos. Tenho 18.
E um bom dia aos que me lêem, e bem que eu queria meus poemas não-suicidas de volta. (Pra quem não sabe, este blog tinha muito mais poemas, mas eles foram dessa pra melhor. E tenho dito.)
Other wise I´ll gonna drive myself mad
again
I cannot dream
I cannot even sleep
I cannot go nowhere
There is nowhere for me in this crazy world
Não há lugar para mim, nesse mundo louco
Nesse mundo cão
Tudo cruel e sistema
E continua o falso dilema
Não sei o que fazer das minhas sensações
Pois ainda as sinto...
(...) som de Radiohead ao fundo.
SIM é o que sou, o que sempre fui e o que sempre serei.
uma louca desvairada que não sabe nem onde por os pés
sem pisá-los em flores
imaginárias...
je vais te cuillir des fleurs imaginaires...
Gosto de rosas, pois me lembram a d'O Pequeno Príncipe.
Gosto de dançar. Amo cantar e tocar piano. Eu não tenho mais 15 anos. Tenho 18.
E um bom dia aos que me lêem, e bem que eu queria meus poemas não-suicidas de volta. (Pra quem não sabe, este blog tinha muito mais poemas, mas eles foram dessa pra melhor. E tenho dito.)
3 de janeiro de 2012
* segundo movimento da Sonata Pastoral, de Beethoven
Isso é tudo o que sei sobre O Pequeno Príncipe. (Le Petit Prince était un petit pianiste de ton universe, saviez vous?)
2 de janeiro de 2012
atenção, este blog está interditado
por falta de inspiração mesclados à angústia que venho sentindo nesses últimos anos.
Assinar:
Postagens (Atom)




