All you need is love.

"A lua que eu mais gosto é a lua nova... e a crescente, porque lembra o sorriso do Cheshire Cat."
bacante boêmia vênus invisível veleia volátil e vil - em vão?

Black star dancing in the end of life.

Take these broken lights and learn to shine.

All your life, you were only waiting to this moment to be loved.

7 de agosto de 2012

A volta da menina que acordara sem vontade de dizer nada

 Enquanto suas vértebras se reverberavam madrugada adentro, ela sonhava. Com o amor platônico que sentou ao seu lado no ônibus, certa vez, há 3 anos atrás. Depois dele, nenhum amor foi igual. Ela desde então resplandecera em outros amores, mas nenhum conseguia captar aquela solidão tímida e ingênua do rapaz que sentara ao seu lado no ônibus na volta para casa. Por isso ela escrevia todos os dias tentando remontar a essa época, mas tudo parecia agora tão distante, ela já têm 19 anos, está na universidade, seu corpo já não esbanja mais a mesma saúde de antes. Ela bebe, para fugir da realidade. O tédio do cotidiano a impede de cantar e olhar estrelas. Então ela escreve, coisas estranhas, sem valor literário, só para reinventar sua realidade. Quem sabe. Um robô chegou à Marte, então ela com certeza iria conseguir reencontrar aquele rapaz, mas ele já não seria o mesmo, a vida já não era a mesma. É assim mesmo, os nossos sonhos envelhecem, como nós envelhecemos. Só a poesia não envelhece. Será mesmo?

Quero cantar

Quero cantar a canção mais linda
Tocar o âmago do ser de um passarinho
Cantar junto com Elis Regina, no céu
E desenhar miltons com miríades e sereias...
A tonalidade do som é minha sinestesia cósmica
Pra renascer mais pura

Paradigma

O que fazer em um dia chato, amanhecido com cheiro de nada? Talvez fazer brotar novas emoções no quintal da alma, ir a Marte amar-te, dançar com leveza até as estrelas... só pra disfarçar minha solidão, crio amores imaginários... e escrevo diários. Tento criar meu próprio mundo.



28 de julho de 2012

O amor surgiu

O amor surgiu, ante ao caos de minha vida vazia
Derrubou tudo, não deixou vestígios
E agora, que ele foi embora
Meu corpo transpira desejo, a tanto tempo intocado
E só o que me restou foi minha poesia
Mais nada

E numa tarde sem sentido como essa, me sento para escrever
E quero encontrar uma saída, uma solução, para o mistério da vida
E percebo que basta dar tempo às coisas, que a vida tem seu ritmo
Que não adianta chorar sobre o leite derramado

Ando sem inspiração, talvez depois de tanta piração, loucura, enfim
O poeta é um sonhador, quer alcançar as estrelas
...mas esquece o caminho

20 de junho de 2012

Verde e azul a vida segue

venha, cante uma canção comigo
há tanto espero por esse momento
a canção cantada com o amigo
pode amenizar o sofrimento

tenho aqui o sol, a lua, e as estrelas
e sigo o rumo para Olhos d'Água
de todas essas coisas, fico feliz em tê-las
pois são o que curam minha mágoa

e os dias seguem cada vez mais iguais
e eu sou feliz e sorrio
com a inocência dos animais

5 de junho de 2012

Qualquer coisa à toa.

Tenho ouvido Milton Nascimento. Sua música é uma epifania por natureza. E lido Fernando Pessoa, que nunca me abandona. A vida segue e tudo vem à tona. Sem saber bem pra onde vou, sigo. Provas de vestibular, cotidiano, pessoas que amo. Talvez a vida seja isso mesmo, trivialidades em meio ao caos. Eu escrevo pra me lembrar de quem eu sou, eu escrevo pra tentar me transformar em borboleta e sair do escafandro (adoro o filme O Escafandro e a Borboleta). Escrevo bobagens que qualquer um poderia escrever. Talvez seja pra fugir da solidão. Fernando Pessoa, através do seu heterônimo Alberto Caeiro (que por sinal é o heterônimo que mais gosto, e depois explico por quê), escreveu:
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É minha maneira de estar sozinho.
 ...Acho que é tudo que eu queria dizer quando sentei pra escrever qualquer coisa à toa.

Chapa Cora Coralina, do Sindicato dos Escritores, vence eleição

A minha chapa venceu as eleições! Fico muito feliz e espero dar o meu melhor como sindicalista.

Gabriela Ziegler Saraiva

acesse: http://www.sindescritores.com.br/resultado.htm

27 de maio de 2012

Rio de Janeiro

Do avião, vejo mil luzes, morros, prédios, favelas
Ao chegar
Botafogo
Ipanema
Minha prima
Taxistas tagarelas, pessoas com bicicletas e cachorros no Aterro do Flamengo
Um universo de pessoas de todos os jeitos e trejeitos....
vim pro Rio e não quero mais voltar.
"o Rio de Janeiro continua lindo...." e sendo "cidade maravilha da beleza e do caos."
"da janela, vejo o Redentor, o Corcovado, que lindo..."




8 de maio de 2012

Pink Floyd - The Wall

Ao assistirmos esse filme, um musical baseado no álbum The Wall da banda Pink Floyd, e que foi lançado em 1982, sentimos do fundo da alma o estado depressivo do personagem principal, perdido em meio às lembranças do passado, à letargia de assistir televisão, e em meio às drogas. O filme critica nossa sociedade, a educação retrógada, o conformismo, a intolerância às pessoas e às diferenças, questiona o sexo, o amor, enfim, todos sentimentos inerentes ao ser-humano. Pink Floyd- The Wall, embalado pelas maravilhosas músicas de Pink Floyd, e que teve o aval dos músicos da banda, na formação da época, é um filme essencial. Na verdade, tanto o álbum The Wall quanto este filme foram uma homenagem ao Syd Barrett, que no caso do filme foi representado pelo personagem principal, Pink. Quem realmente é fã de Pink Floyd precisa ver esse filme. Aliás, aproveito também para indicar o álbum Madcap Laughs de Syd Barrett, o primeiro de sua obra solo (pois ele participou apenas nos primeiros anos da banda, em seu surgimento e concepção, pois foi internado por uso excessivo de drogas. Alguns diziam que ele era completamente louco, chegou a ser diagnosticado na clínica com Síndrome de Asperger, mas é um diagnóstico controverso, porque, na minha opinião, ele apenas tinha uma sensibilidade e genialidade que não eram compreendidas). Faço essa correlação porque ela é real, pesquisei melhor sobre o tema, apresentei um trabalho sobre Pink Floyd uma vez, mas enfim, o que era pra ser uma observação virou um tópico inteiro ( o Winie vai brigar comigo pelo meu academicismo excessivo, desculpa gente (risos).
Voltando ao filme, muito mais do que um filme-homenagem ou um musical, é um filme catarse, é uma obra de arte, um expoente do que foi uma das mais marcantes bandas de rock progressivo, uma crítica social, um grito de socorro ante ao desespero de ser humano, uma questão existencial jogada no espaço. Assistam, ponto final.

5 de maio de 2012

blackbird.

I like the sound of clouds
The movement of mountains
The voices in my head
Saying that everything is o.k.
With the medicines
And not with alcohol
Not with alcohol
Not with