All you need is love.

"A lua que eu mais gosto é a lua nova... e a crescente, porque lembra o sorriso do Cheshire Cat."
bacante boêmia vênus invisível veleia volátil e vil - em vão?

Black star dancing in the end of life.

Take these broken lights and learn to shine.

All your life, you were only waiting to this moment to be loved.

9 de janeiro de 2013

Cuba libre.


É preciso escrever um poema sobre Cuba...
mas eu nunca fui lá.

(parodiando Drummond)

17 de dezembro de 2012

Dezembro.



alegre tristeza
-dezembro
feia beleza
-dezembro
vil pureza
-dezembro
intrépida destreza
-dezembro.

o ano está quase acabando
o mundo girou
a vida fez reviravoltas
e tudo voltou ao mesmo ponto
penso o que podia ter sido e não foi
e reencontro velhos amigos (ou não)
-nada mudou
tudo parou.
está tudo bem.
desabrocha a cabrocha e a chuva cai fininha diante de meus olhos sãos.

26 de novembro de 2012

Chuva Refeita

refaço-me
desfaço-me
disfarço-me
pranto - acalanto?
chuva, tédio
intempéries
tempestades
'milágrimas'

27 de outubro de 2012

Definitivamente,

...eu nunca vou escrever um best-seller.

Peripécias sem prestígio algum.

É fim de tarde e meu coração está vazio. Ouço a sirene da polícia. É a mim que procuram? Pelo crime de amar demais. De sonhar demais. De não ter captado a essência da primavera, mas ter raptado um serafim. De desfrutar da beleza das flores do ipê sem pedir licença. Esse sol morno dá uma preguiça. O calor tá bravo. A vida tá foda. Mas vou até o fim.

Estão minando minha criatividade. Queria ter feito muitas coisas de outra maneira, mas teria sido melhor? "Valeu a pena?/ Tudo vale a pena, se a alma não é pequena..." Esse é de Fernando Pessoa. "Tudo vale a pena, se a alma é morena." Esse é meu. O que importa é a felicidade e o amor acima de tudo.

Mas afinal, o que sabe uma garota de 19 anos que já desde muito cedo está aderindo à misantropia?

26 de agosto de 2012

Incidente incipiente

Ela era culpada. Do seu próprio sofrimento e do sofrimento alheio. Tinha culpa de ser inocente e de acordar ante as manhãs empassaradas com o cabelo despenteado, e de não captar o som das borboletas. Tinha vergonha de existir, e medo de que alguém a pisoteasse ou a olhasse torto por ser quem ela era. A vastidão do mundo a deixava extasiada. A vida era pungente. Talvez fosse louca, por não se adequar à maioria. Via donas conversando futilidades, com a voz feia e o cheiro de rotina e de vida desgastada. Será que a vida dela também não estava se passando em vão? Via árvores sem folhas, sentia o tempo seco, (não) lavava a louça. Conversava com meia dúzia de pessoas, via as paisagens e os sons cotidianos. Mas ante a imensidão do ínfimo, ela via poesia.

7 de agosto de 2012

A volta da menina que acordara sem vontade de dizer nada

 Enquanto suas vértebras se reverberavam madrugada adentro, ela sonhava. Com o amor platônico que sentou ao seu lado no ônibus, certa vez, há 3 anos atrás. Depois dele, nenhum amor foi igual. Ela desde então resplandecera em outros amores, mas nenhum conseguia captar aquela solidão tímida e ingênua do rapaz que sentara ao seu lado no ônibus na volta para casa. Por isso ela escrevia todos os dias tentando remontar a essa época, mas tudo parecia agora tão distante, ela já têm 19 anos, está na universidade, seu corpo já não esbanja mais a mesma saúde de antes. Ela bebe, para fugir da realidade. O tédio do cotidiano a impede de cantar e olhar estrelas. Então ela escreve, coisas estranhas, sem valor literário, só para reinventar sua realidade. Quem sabe. Um robô chegou à Marte, então ela com certeza iria conseguir reencontrar aquele rapaz, mas ele já não seria o mesmo, a vida já não era a mesma. É assim mesmo, os nossos sonhos envelhecem, como nós envelhecemos. Só a poesia não envelhece. Será mesmo?

Quero cantar

Quero cantar a canção mais linda
Tocar o âmago do ser de um passarinho
Cantar junto com Elis Regina, no céu
E desenhar miltons com miríades e sereias...
A tonalidade do som é minha sinestesia cósmica
Pra renascer mais pura

Paradigma

O que fazer em um dia chato, amanhecido com cheiro de nada? Talvez fazer brotar novas emoções no quintal da alma, ir a Marte amar-te, dançar com leveza até as estrelas... só pra disfarçar minha solidão, crio amores imaginários... e escrevo diários. Tento criar meu próprio mundo.



28 de julho de 2012

O amor surgiu

O amor surgiu, ante ao caos de minha vida vazia
Derrubou tudo, não deixou vestígios
E agora, que ele foi embora
Meu corpo transpira desejo, a tanto tempo intocado
E só o que me restou foi minha poesia
Mais nada

E numa tarde sem sentido como essa, me sento para escrever
E quero encontrar uma saída, uma solução, para o mistério da vida
E percebo que basta dar tempo às coisas, que a vida tem seu ritmo
Que não adianta chorar sobre o leite derramado

Ando sem inspiração, talvez depois de tanta piração, loucura, enfim
O poeta é um sonhador, quer alcançar as estrelas
...mas esquece o caminho