All you need is love.

"A lua que eu mais gosto é a lua nova... e a crescente, porque lembra o sorriso do Cheshire Cat."
bacante boêmia vênus invisível veleia volátil e vil - em vão?

Black star dancing in the end of life.

Take these broken lights and learn to shine.

All your life, you were only waiting to this moment to be loved.

20 de fevereiro de 2013

Invisível.

Eu sou apenas uma estrela que se apagou
Antes que você acordasse
Antes que você me visse
Sou apenas poeira estelar
Na imensidão..

...

19 de fevereiro de 2013

Pois é.

  Mais um dia, igual a todos os outros. O Sol desponta ao longe, preguiçoso. Existimos, vivemos, sem pensar muito sobre isso. Fazemos nossas obrigações. Encontramos algumas pessoas. E voltamos pra casa. Nem percebemos a flor, as árvores, o céu, o mistério da vida, o amor. Houve um tempo em que ela vivia em sinestesia com tudo. Contudo, hoje preferia a monotonia segura da rotina e de uma vida sem maiores emoções. Esperava, não sabia o que, mas esperava. Às vezes se lembrava de alguns momentos bons. Os ruins fazia questão de esquecer, ou pelo menos transformá-los em bonitos versos.
E seguia assim, leve e livre, livre e leve...

Sol.


18 de fevereiro de 2013

Esperança.

Starry Night, Van Gogh.
  Rio de Janeiro. 1955. Num apartamento de classe média de Copacabana. O relógio soava angustiado no seu tic-tac/tic-tac. As horas não passavam. Ele não havia ligado. Sofia então sentou, foi para a máquina de escrever e começou - "tec-tec-tec": 'Um dia...'. Mas não vinha nada na cabeça, a ansiedade causada pela ausência dele ocupavam sua mente. Ela então foi para varanda, acendeu um cigarro e começou a observar o céu. A Lua e as estrelas estavam brilhantes como ela quase nunca havia percebido ultimamente. Ela se lembrava de quando o tinha conhecido. Pensava: "Será que as outras moças da festa lhe eram mais atraentes do que eu?". Mesmo ele tendo-a escolhido aquele dia. Dançaram uma valsa, naquele baile.  Desde então, sua vida continuava a mesma. Escrevia, estudava, vivia. Ela não precisava dele. Isso é uma ilusão. De repente, teve um acesso de tosse. Apagou o cigarro, irritada.
 Seus vizinhos quase não a conheciam. Seus amigos a viam raramente. Suas melhores companhias eram as idas ao cinema, ao teatro, e seus livros e sua música. E tinha também um gato de estimação. Não se queixava, porém sentia que faltava algo mais.

Klimt.
 "Quando foi que o perdi? E eu, quando foi que me perdi?...". Pensando nisso, voltou para seu quarto. Foi tomar um banho. Botou a roupa de dormir de sempre, deitou-se, dormiu e sonhou com ele, novamente, esperando encontrá-lo, novamente, quem sabe, quem sabe...

Simplicidade II

Tempo segue, dia vai
Pessoas vem, pessoas vão
Eu permaneço
Borboleta que sou
Espaireço
Desapareço
Desapercebida


Azul.

Tudo azul
Tudo segue seu rumo
Sem remorsos
Sem pecados
Sem passado
Sem memória.

Destino.

Nunca acreditei no destino
Mal no acaso eu acreditava
Então você apareceu
E tudo fez sentido
Pode ser ilusão
Bobagem, insensatez
Mas é um doce sofrimento
Sonho passageiro
Devaneio estelar

Paisagem

Calor me preenche
Pedras rígidas
Rostos desconhecidos
Tempo perdido
Vida passou
E eu não vi
A flor se abrindo
Você sorrindo
O Sol surgindo

Só pedra
Só pedra
Só pedra

13 de fevereiro de 2013

Carnaval



Carnaval, caravana
De caras e bacantes bacanas
Carinhos e beijos
Requebros e blocos
'Samba, suor e cerveja' 
Encontros e desencontros
Contraponto, contra corpos
C o l o r i d o s