Do avião, vejo mil luzes, morros, prédios, favelas
Ao chegar
Botafogo
Ipanema
Minha prima
Taxistas tagarelas, pessoas com bicicletas e cachorros no Aterro do Flamengo
Um universo de pessoas de todos os jeitos e trejeitos.... vim pro Rio e não quero mais voltar. "o Rio de Janeiro continua lindo...." e sendo "cidade maravilha da beleza e do caos." "da janela, vejo o Redentor, o Corcovado, que lindo..."
Ao assistirmos esse filme, um musical baseado no álbum The Wall da banda Pink Floyd, e que foi lançado em 1982, sentimos do fundo da alma o estado depressivo do personagem principal, perdido em meio às lembranças do passado, à letargia de assistir televisão, e em meio às drogas. O filme critica nossa sociedade, a educação retrógada, o conformismo, a intolerância às pessoas e às diferenças, questiona o sexo, o amor, enfim, todos sentimentos inerentes ao ser-humano. Pink Floyd- The Wall, embalado pelas maravilhosas músicas de Pink Floyd, e que teve o aval dos músicos da banda, na formação da época, é um filme essencial. Na verdade, tanto o álbum The Wall quanto este filme foram uma homenagem ao Syd Barrett, que no caso do filme foi representado pelo personagem principal, Pink. Quem realmente é fã de Pink Floyd precisa ver esse filme. Aliás, aproveito também para indicar o álbum Madcap Laughs de Syd Barrett, o primeiro de sua obra solo (pois ele participou apenas nos primeiros anos da banda, em seu surgimento e concepção, pois foi internado por uso excessivo de drogas. Alguns diziam que ele era completamente louco, chegou a ser diagnosticado na clínica com Síndrome de Asperger, mas é um diagnóstico controverso, porque, na minha opinião, ele apenas tinha uma sensibilidade e genialidade que não eram compreendidas). Faço essa correlação porque ela é real, pesquisei melhor sobre o tema, apresentei um trabalho sobre Pink Floyd uma vez, mas enfim, o que era pra ser uma observação virou um tópico inteiro ( o Winie vai brigar comigo pelo meu academicismo excessivo, desculpa gente (risos). Voltando ao filme, muito mais do que um filme-homenagem ou um musical, é um filme catarse, é uma obra de arte, um expoente do que foi uma das mais marcantes bandas de rock progressivo, uma crítica social, um grito de socorro ante ao desespero de ser humano, uma questão existencial jogada no espaço. Assistam, ponto final.
I like the sound of clouds The movement of mountains The voices in my head Saying that everything is o.k. With the medicines And not with alcohol Not with alcohol Not with
Sou frágil como um gatinho de estimação ou uma borboleta com uma asa quebrada.
Hoje acordei pensando na ternura de um terno.
Tenho andado meio nonsense.
Não sinto mais vontade de me ferir
Tenho vivido a simplicidade das coisas simples a cada dia,
Como o cheiro de uma rosa
Ou a pureza dos amores e das amizades.
Tenho me sentido cada vez mais infantil
Pueril e insegura
Eu canto, para não me perder
No abismo das minhas sensações
Tenho medo de amar, Safo.
Não me tentes
Sou apenas uma nota
Sou apenas uma fada
Sou, apenas
Meu ofício é existir.
...
Liberdade é uma sensação de ter todas as amarras soltas. Soltem-me as algemas. Desprendam-me de tudo que não me faz bem. E você, Eros, peça que eu repouse minha cabeça sob seus ombros só por mais um momento. Faça com que Psiquê renasça de sua longa jornada perdida. Reconstrua meu coração tão aquebrantado. Traga chuva para o sertão. Me leve numa viagem espacial em qualquer nave louca saída das estrelas dos seus olhos. Revolucione o mundo. Faça audiolivros para cegos. Cante. Dance. Ria. Viva intensamente. Refaça meu ser. Quero acordar de novo e recomeçar.
obs: Fazer audiolivros para cegos é um projeto do qual participarei, junto com o Sindicato dos Escritores. Em breve mais notícias aqui.
Recomendo a todos irem na Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que vai do dia 14 ao dia 23 de abril, no gramado da Esplanada dos Ministérios, em Brasília- DF.