All you need is love.

"A lua que eu mais gosto é a lua nova... e a crescente, porque lembra o sorriso do Cheshire Cat."
bacante boêmia vênus invisível veleia volátil e vil - em vão?

Black star dancing in the end of life.

Take these broken lights and learn to shine.

All your life, you were only waiting to this moment to be loved.

27 de outubro de 2012

Definitivamente,

...eu nunca vou escrever um best-seller.

Peripécias sem prestígio algum.

É fim de tarde e meu coração está vazio. Ouço a sirene da polícia. É a mim que procuram? Pelo crime de amar demais. De sonhar demais. De não ter captado a essência da primavera, mas ter raptado um serafim. De desfrutar da beleza das flores do ipê sem pedir licença. Esse sol morno dá uma preguiça. O calor tá bravo. A vida tá foda. Mas vou até o fim.

Estão minando minha criatividade. Queria ter feito muitas coisas de outra maneira, mas teria sido melhor? "Valeu a pena?/ Tudo vale a pena, se a alma não é pequena..." Esse é de Fernando Pessoa. "Tudo vale a pena, se a alma é morena." Esse é meu. O que importa é a felicidade e o amor acima de tudo.

Mas afinal, o que sabe uma garota de 19 anos que já desde muito cedo está aderindo à misantropia?

26 de agosto de 2012

Incidente incipiente

Ela era culpada. Do seu próprio sofrimento e do sofrimento alheio. Tinha culpa de ser inocente e de acordar ante as manhãs empassaradas com o cabelo despenteado, e de não captar o som das borboletas. Tinha vergonha de existir, e medo de que alguém a pisoteasse ou a olhasse torto por ser quem ela era. A vastidão do mundo a deixava extasiada. A vida era pungente. Talvez fosse louca, por não se adequar à maioria. Via donas conversando futilidades, com a voz feia e o cheiro de rotina e de vida desgastada. Será que a vida dela também não estava se passando em vão? Via árvores sem folhas, sentia o tempo seco, (não) lavava a louça. Conversava com meia dúzia de pessoas, via as paisagens e os sons cotidianos. Mas ante a imensidão do ínfimo, ela via poesia.

7 de agosto de 2012

A volta da menina que acordara sem vontade de dizer nada

 Enquanto suas vértebras se reverberavam madrugada adentro, ela sonhava. Com o amor platônico que sentou ao seu lado no ônibus, certa vez, há 3 anos atrás. Depois dele, nenhum amor foi igual. Ela desde então resplandecera em outros amores, mas nenhum conseguia captar aquela solidão tímida e ingênua do rapaz que sentara ao seu lado no ônibus na volta para casa. Por isso ela escrevia todos os dias tentando remontar a essa época, mas tudo parecia agora tão distante, ela já têm 19 anos, está na universidade, seu corpo já não esbanja mais a mesma saúde de antes. Ela bebe, para fugir da realidade. O tédio do cotidiano a impede de cantar e olhar estrelas. Então ela escreve, coisas estranhas, sem valor literário, só para reinventar sua realidade. Quem sabe. Um robô chegou à Marte, então ela com certeza iria conseguir reencontrar aquele rapaz, mas ele já não seria o mesmo, a vida já não era a mesma. É assim mesmo, os nossos sonhos envelhecem, como nós envelhecemos. Só a poesia não envelhece. Será mesmo?

Quero cantar

Quero cantar a canção mais linda
Tocar o âmago do ser de um passarinho
Cantar junto com Elis Regina, no céu
E desenhar miltons com miríades e sereias...
A tonalidade do som é minha sinestesia cósmica
Pra renascer mais pura

Paradigma

O que fazer em um dia chato, amanhecido com cheiro de nada? Talvez fazer brotar novas emoções no quintal da alma, ir a Marte amar-te, dançar com leveza até as estrelas... só pra disfarçar minha solidão, crio amores imaginários... e escrevo diários. Tento criar meu próprio mundo.



28 de julho de 2012

O amor surgiu

O amor surgiu, ante ao caos de minha vida vazia
Derrubou tudo, não deixou vestígios
E agora, que ele foi embora
Meu corpo transpira desejo, a tanto tempo intocado
E só o que me restou foi minha poesia
Mais nada

E numa tarde sem sentido como essa, me sento para escrever
E quero encontrar uma saída, uma solução, para o mistério da vida
E percebo que basta dar tempo às coisas, que a vida tem seu ritmo
Que não adianta chorar sobre o leite derramado

Ando sem inspiração, talvez depois de tanta piração, loucura, enfim
O poeta é um sonhador, quer alcançar as estrelas
...mas esquece o caminho

20 de junho de 2012

Verde e azul a vida segue

venha, cante uma canção comigo
há tanto espero por esse momento
a canção cantada com o amigo
pode amenizar o sofrimento

tenho aqui o sol, a lua, e as estrelas
e sigo o rumo para Olhos d'Água
de todas essas coisas, fico feliz em tê-las
pois são o que curam minha mágoa

e os dias seguem cada vez mais iguais
e eu sou feliz e sorrio
com a inocência dos animais

5 de junho de 2012

Qualquer coisa à toa.

Tenho ouvido Milton Nascimento. Sua música é uma epifania por natureza. E lido Fernando Pessoa, que nunca me abandona. A vida segue e tudo vem à tona. Sem saber bem pra onde vou, sigo. Provas de vestibular, cotidiano, pessoas que amo. Talvez a vida seja isso mesmo, trivialidades em meio ao caos. Eu escrevo pra me lembrar de quem eu sou, eu escrevo pra tentar me transformar em borboleta e sair do escafandro (adoro o filme O Escafandro e a Borboleta). Escrevo bobagens que qualquer um poderia escrever. Talvez seja pra fugir da solidão. Fernando Pessoa, através do seu heterônimo Alberto Caeiro (que por sinal é o heterônimo que mais gosto, e depois explico por quê), escreveu:
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha
É minha maneira de estar sozinho.
 ...Acho que é tudo que eu queria dizer quando sentei pra escrever qualquer coisa à toa.

Chapa Cora Coralina, do Sindicato dos Escritores, vence eleição

A minha chapa venceu as eleições! Fico muito feliz e espero dar o meu melhor como sindicalista.

Gabriela Ziegler Saraiva

acesse: http://www.sindescritores.com.br/resultado.htm